Mostrando postagens com marcador Zimbábue. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Zimbábue. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

ZIMBABWE: Regional Leaders Decide Against Tsvangirai

Southern Africa's leaders have told Zimbabwe's two main parties to form a unity government and to share control of the ministry which supervises the country's police force, but Prime Minister-designate Morgan Tsvangirai has rejected their decision. Tsvangirai told a news conference at the end of a regional summit early on Monday that in view of the 'utter contempt' with which his Movement for Democratic Change (MDC) was treated by President Robert Mugabe's Zanu-PF, sharing control of the Home Affairs ministry 'cannot work.' He went on to accuse Southern African heads of state of not having 'the courage and the decency (to) look Mr Mugabe in the eyes and tell him that his position was wrong.' It had been agreed earlier in negotiations that Mugabe would retain the Defence ministry, which controls the army and air force. Zimbabwe's leaders have been deadlocked for two months over the composition of the power-sharing government agreed to during September. Regional leaders represented by the Southern African Development Community (SADC) called the extraordinary summit on Sunday in an attempt to resolve the deadlock and to discuss the crisis in the war-torn eastern Democratic Republic of the Congo.

Um milhão podem morrer de fome no Zimbábue, diz oposição

O líder da oposição do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, teria afirmado que pelo menos um milhão de pessoas podem morrer de fome em um ano se o impasse político continuar no país.

O líder do MDC (Movimento para a Mudança Democrática, na sigla em inglês), teria feito o alerta durante uma reunião de emergência de líderes africanos em Johanesburgo, África do Sul.

Oito semanas depois de ter fechado um acordo de divisão de poder com o presidente Robert Mugabe, os dois lados ainda não chegaram a um outro acordo para a formação de um gabinete de governo.

Um dos pontos importantes no qual o MDC e o governo zimbabuano não conseguem concordar é o Ministério do Interior, que é responsável pela polícia.

Enquanto isso o Zimbábue enfrenta uma grave escassez de alimentos e inflação galopante, mas nenhum dos dois lados abre mão de suas posições.

Liderança política

O novo presidente da África do Sul, Kgalema Motlanthe, que está presidindo a reunião da Comunidade de Desenvolvimento do Sul da África, pediu que os dois lados implementem o acordo fechado depois das eleições no Zimbábue.

"A liderança política do Zimbábue deve isto ao povo do Zimbábue, para mostrar maturidade política, colocando o interesse do povo zimbabuano em primeiro lugar", afirmou.

O correspondente da BBC no encontro Peter Biles afirmou que existem poucas razões para otimismo no Zimbábue e que apenas cinco chefes de estado estão participando da reunião, entre os 15 convidados. Os outros enviaram apenas representantes.

Uma autoridade do governo do Zimbábue disse à agência de notícias AFP que se Tsvangirai e seu partido "continuarem a fazer exigências escandalosas", o partido Zanu-PF, do governo, vai fazer as coisas do seu jeito. "Não nos importamos com o que o mundo vai falar".

Um porta-voz da oposição afirmou que, a não ser que ocorra uma "grande mudança" na posição do partido do governo, o MDC não vai aceitar o acordo.

"Precisamos fechar este capítulo para que o Zimbábue possa ser reconstruído, possa recomeçar e se reabilitar, e progredir", disse o secretário-geral do partido de oposição, Tendai Biti.
Congo

A reunião deste domingo ocorre depois de uma reunião menor no final de outubro, que também foi concluída sem sucesso. E também está sendo discutida a situação na República Democrática do Congo.

Os países reunidos afirmaram que poderão enviar tropas de paz ao Congo se for necessário.

Em meio a informações de novos confrontos no Congo, os líderes presentes na reunião de Johanesburgo pediram que os rebeldes liderados pelo general Laurent Nkunda e as forças do governo obedeçam ao frágil cessar-fogo.

"Acreditamos que não exista uma solução militar para o problema", afirmou o presidente da África do Sul.

A ONU informou sobre novos confrontos no domingo, nos arredores de Ngungu, a oeste da capital regional Goma.

Mais de 250 mil pessoas abandonaram suas casas no leste do país desde o início dos confrontos em agosto.

Uma organização de ajuda disse à BBC que está lutando para tentar controlar um surto de cólera em um campo de refugiados perto de Goma.

A organização Médicos sem Fronteiras afirmou que tratou de 45 casos suspeitos da doença em Kibati desde sexta-feira.