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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

AI pede que Obama coloque os direitos humanos no centro de sua gestão

Londres, 5 nov (EFE).- A Anistia Internacional (AI) pediu hoje ao democrata Barack Obama, vencedor das eleições presidenciais nos Estados Unidos, que coloque imediatamente os direitos humanos no centro de sua gestão de Governo e feche a prisão em Guantánamo (Cuba).
Em comunicado divulgado hoje, a AI pede ao próximo ocupante da Casa Branca que dê passos concretos em seus 100 primeiros dias para mostrar o "compromisso genuíno" de que os Estados Unidos cumprirão suas "obrigações internacionais" nesse âmbito.
A ONG confia em que, nos 100 primeiros dias da Presidência, Obama anunciará uma data para o fechamento definitivo do centro de detenção em Guantánamo.
Além disso, espera que saia da Casa Branca "uma ordem executiva que proíba as torturas e outros maus-tratos", como os define o direito internacional, e "que seja aplicável a todos os agentes (do Governo) dos Estados Unidos".
A Anistia Internacional também pede que o próximo Governo americano crie "uma comissão independente para investigar os abusos cometidos pelos Estados Unidos em sua guerra contra o terrorismo".
"O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, deve se distanciar claramente da política e das práticas de detenção adotadas pela anterior Administração", afirma a secretária-geral da AI, Irene Khan, no comunicado.
"Milhões de pessoas, assim como políticos e dirigentes religiosos dos Estados Unidos e do resto do mundo, reivindicam essas mudanças. E é hora de serem colocadas em prática", acrescenta Khan. EFE

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

INTERVIEW-Next U.S. president must scrap Guantanamo- Amnesty

By Daniel Flynn

ATHENS, Oct 30 (Reuters) - The head of Amnesty International called on Thursday for the winner of next week's U.S. presidential election to shut the Guantanamo Bay detention centre in Cuba within 100 days of taking office.

Irene Khan also urged the U.S. Congress to investigate human rights abuses at the U.S. naval base at Guantanamo and by U.S. forces in Iraq and Afghanistan during President George W Bush's administration, and take action against those responsible.

"I hope whichever candidate wins that they will pay very serious attention to restoring the U.S, as a human rights champion at home and abroad," the veteran Bangladeshi human rights lawyer said.

Democratic candidate Barack Obama and his Republic rival John McCain have called for the closure of the U.S. military prison at Guantanamo, which holds about 255 suspected members of al Qaeda, the Taliban and associated groups.

McCain has said the detainees should be moved to the military prison at Fort Leavenworth, Kansas.

"Both candidates have actually said they will look into the closure of Guantanamo ... We certainly hope that they will give attention to it in the first 100 days," Khan told Reuters and another news agency on the sidelines of a corruption conference in Athens.

"We would like to see them close it (in 100 days)."

More than 750 foreign captives have been held without trial at the base in the seven years since President Bush declared a war against terrorism in response to the September 11 attacks.

The prison and its military tribunals have been widely condemned by human rights groups and governments around the world, including close allies of the United States, who say they do not meet international legal standards.

"I hope that in the U.S. there will be a congressional investigation ... and then action will be taken against those responsible for human rights abuses," Khan said, citing the illegal detention of terrorism suspects and the ongoing wars in Iraq and Afghanistan.

She called on the eventual winner of Tuesday's U.S. election to expose the secret detention of terrorism suspects and to make an immediate impact on foreign crises, such as the five-year-old conflict in the Darfur region of western Sudan, where experts believe 200,000 people have been killed.

She called on the international community to throw its support behind an arrest warrant for Sudanese President Omar Hassan al-Bashir to face charges of masterminding a genocide campaign in Darfur.

The African Union has urged the U.N. Security Council to block the warrant, saying it could upset political efforts to end the fighting between rebels and government forces, but Khan said political discussions had proved fruitless.

Khan warned that global financial turmoil could distract Western governments from combating human rights abuses and cut aid budgets. In the developing world, it could increase poverty and social unrest and tempt governments into authoritarian crackdowns.

"Human rights are not a luxury for the good times and we need to focus on human rights when times get tough because that's the real test," said Khan, head of Amnesty since 2001. (Editing by Michael Roddy)




quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Avião robô dos EUA' mata cinco no Paquistão

Avião robô dos EUA' mata cinco no Paquistão

Pelo menos cinco pessoas morreram nesta quarta-feira na região da fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão em um ataque com mísseis que teria sido realizado por americanos, anunciaram autoridades paquistanesas.

Os mísseis supostamente teriam sido disparados por uma aeronave não-tripulada e teriam como alvo uma casa ocupada por militantes islâmicos no vilarejo de Baghar, na região do Waziristão do Sul.

O incidente coincidiu com uma reunião no Paquistão entre o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, almirante Michael Mullen, e o primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gilani. No encontro, os dois discutiram as operações militares americanas na fronteira paquistanesa com o Afeganistão.

De acordo com a agência de notícias estatal do Paquistão, os dois conversaram sobre "medidas para reduzir a tensão entre os dois países (Estados Unidos e Paquistão), depois de uma série de violações do espaço aéreo e territoral na região da fronteira".

Bush

A região do Waziristão do Sul, onde ocorreu o último ataque, é considerada um dos principais redutos de militantes islâmicos que realizam ataques no Afeganistão – onde tropas americanas e de outros países lutam contra os militantes.

Na semana passada, uma fonte ligada ao Pentágono disse à BBC que o presidente americano, George W. Bush, havia autorizado forças dos Estados Unidos baseadas no Afeganistão a realizar ataques do outro lado da fronteira.

Nas últimas semanas, houve vários ataques com mísseis contra militantes em território paquistanês, o que levou a um aumento da tensão entre os governos de Washington e Islamabad.

O Exército paquistanês disse que ataques americanos como esses são intoleráveis, e os Estados Unidos insistem que respeitam a soberania do Paquistão.