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domingo, 2 de novembro de 2008

A Unesco anuncia conferência em Paris sobre educação no Iraque

Paris, 14 out (EFE).- A Unesco anunciou hoje uma conferência internacional sobre as dificuldades do sistema educacional no Iraque por causa da situação de violência no país, que será realizada em Paris em 30 de outubro e 1º de novembro. A conferência reunirá cerca de 150 participantes, entre educadores, estudantes iraquianos, reitores de universidades, analistas, doadores, representantes de organismos internacionais e de ONGs, explicou em comunicado a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A abertura ficará a cargo do diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuura, em um ato no qual está prevista a presença dos ministros iraquianos de Educação, Khudari Al Khuza'I, e de Ensino Superior, Abed Thiyab Al Ujaili, entre outros.

A cerimônia de encerramento será presidida, além do próprio Matsuura, pelo ex-secretário-geral da ONU Butros Ghali.O encontro será especialmente em cinco temas, começando pelo acesso à educação de base de qualidade.

Ele abordará ainda proteção de intelectuais; universitários, educadores, estudantes e instituições educativas; problemas dos universitários e suas implicações para o sistema educacional; e deslocamentos internos dentro do país e dilemas educativos dos refugiados iraquianos em países vizinhos.

A Unesco lembrou que a guerra iniciada em 2003 e o clima de violência desde então no país pesaram sobre a educação, de modo que 22% das crianças não estão escolarizadas, dado que afeta principalmente as meninas.

Também lembrou que a qualidade educativa sofreu "uma piora sensível" por causa de que muitos educadores, que são objeto de ameaças e ataques, fugiram do Iraque. De fato, desde 2003 mais de 250 educadores foram assassinados e centenas desapareceram.

O organismo internacional fez insistência em que "a ajuda à educação é um fator-chave para a reconstrução e o desenvolvimento do Iraque. É igualmente essencial, se a sociedade quer voltar a recuperar uma situação normal e sua esperança no futuro".

O objetivo da conferência é fazer uma chamada "à solidariedade e à mobilização internacional para responder às necessidades mais urgentes do país", e nessa linha preparará uma resolução para ser apresentada à Assembléia Geral da ONU.Com a resolução, a Unesco procura "acompanhamento reforçado da proteção das instituições educativas, do pessoal e dos estudantes iraquianos, respeito pelo direito internacional e planos de ação a médio prazo para os problemas do setor educacional e a curto prazo para ajudar as autoridades iraquianas". EFE

sábado, 25 de outubro de 2008

ONU busca socorro para cristãos no Iraque

ONU busca socorro para cristãos no Iraque

Publicado em 24.10.2008, às 21h47

A agência para refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) informou hoje que está se agilizando para socorrer os milhares de cristãos iraquianos que fugiram da cidade de Mossul, no norte do Iraque. Cerca de 13 mil cristãos foram expulsos de Mossul por ameaças e ataques de extremistas islâmicos neste mês, disse Ron Redmond, porta-voz do alto comissariado da ONU para os Refugiados.

Os 13 mil cristãos representam mais da metade da comunidade cristã na cidade, que existe em Mossul quase desde o começo da religião cristã. "Muitos fugiram com pouco dinheiro e precisam de ajuda", disse Redmond em Genebra, onde fica o quartel-general do Alto Comissariado.

Ele contou a história de uma mulher cristã, uma enfermeira, que disse ao Alto Comissariado que as ameaças começaram há alguns meses, com chamadas por telefone, cartas e mensagens deixadas sob o batente das portas das casas. Outra mulher disse que fugiu quando ouviu dizer que um cristão havia sido assassinado. "Nós nunca queríamos deixar o Iraque, mesmo com o ambiente tenso", disse a mulher, que fugiu para a Síria, ao Alto Comissariado.

A agência entregou suprimentos a mais de 1,7 mil famílias cristãs que agora estão dispersas no norte do Iraque, disse Redmond. Muitos vivem em igrejas, mosteiros e casas de parentes em vilarejos cristãos próximos a Mossul.

Acredita-se que islâmicos sunitas extremistas estejam por trás dos ataques e das ameaças, que ocorreram após forças americanas e iraquianas terem lançado uma operação em Mossul, há alguns meses, para esmagar a Al-Qaeda na região. Mas nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques.

Fonte: AE