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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Conselho de Segurança da ONU estuda aumentar tropas na RDC

O Conselho de Segurança da ONU estuda um projeto de resolução que quer aumentar de forma temporária em mais de três mil o número de militares da organização atualmente desdobrados na Missão de Paz das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monuc), informaram hoje fontes diplomáticas.

O projeto de resolução, apresentado hoje pela França e apoiado pelo Reino Unido, contempla o aumento de militares e policiais em 2.785 e mais de 300 unidades, respectivamente, que se somariam aos atuais 17 mil soldados internacionais que fazem parte da Monuc.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu em várias ocasiões ao principal órgão de decisão da instituição uma postura nesse sentido, sobretudo para aumentar a presença na zona leste do país, onde se intensificaram os choques entre as forças governamentais e o grupo rebelde liderado pelo general Laurent Nkunda.

O projeto de resolução, ao qual a Agência Efe teve acesso, condena também "o ressurgimento da violência na região leste da República Democrática do Congo e pede às partes o imediato cessar-fogo".

Além disso, expressa "extremada preocupação" com a deterioração experimentada pela situação humanitária e, "em particular, pelos ataques contra a população civil, a violência sexual, o recrutamento de crianças-soldado e as execuções sumárias" que estão ocorrendo.

Fontes diplomáticas disseram que ainda não foi determinado em que momento o Conselho de Segurança analisará essa proposta, mas poderia ser nesta mesma semana.

A minuta da resolução autorizaria o desdobramento de pessoal adicional até 31 de dezembro de 2008 e se compromete a revisar de novo a situação antes dessa data.

EFE

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Bush promove liberdade religiosa em evento da ONU

Por Patrick Worsnip

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu na quinta-feira a liberdade de religião como fundamento de uma sociedade saudável e afirmou que seu país tem tradição em defender muçulmanos envolvidos em conflitos estrangeiros.

Falando a um evento interreligioso, provavelmente em sua última visita à ONU como presidente, Bush - cristão metodista praticante - disse que a liberdade religiosa é um elemento central da política externa dos EUA.

A reunião, com a presença de líderes e diplomatas de cerca de 70 países, foi iniciada na quarta-feira com um discurso do rei saudita, Abdullah, que denunciou o terrorismo como inimigo de todas as religiões.

Bush implicitamente criticou os países que restringem práticas religiosas - como a Arábia Saudita, que proíbe qualquer tipo de manifestação religiosa que não seja islâmica.

"A liberdade é um presente de Deus a cada homem, mulher e criança - e essa liberdade inclui o direito de todos os povos a cultuarem como quiserem", disse Bush, lembrando que a ONU foi fundada por pessoas que haviam sido perseguidas por sua religião.

"Nossa nação tem ajudado a defender a liberdade religiosa dos outros, desde libertar os campos de concentração da Europa (na Segunda Guerra Mundial) até proteger muçulmanos em lugares como Kosovo, Afeganistão e Iraque", disse Bush.

"Não temos medo de ficar ao lado de dissidentes religiosos e crentes que praticam sua fé mesmo onde isso não é bem-vindo", disse ele.

O ministro alemão Hermann Groehe defendeu o direito de se converter para outra fé- algo que alguns países islâmicos rejeitam.

"É inaceitável que até agora as leis de alguns países ameacem com a pena de morte aqueles que querem converter", disse Groehe, sem citar nenhum país.

O presidente do Paquistão, um país muçulmano, disse não haver "nada mais antiislâmico" do que a discriminação, a violência contra a mulher e o terrorismo. Na opinião de Asif Ali Zardari, um político laico, "o medo imaginário do Islã" está crescendo e isso é exatamente o que os terroristas esperavam provocar".

"Quem aceita isso no Ocidente está caindo na armadilha dos terroristas", insistiu Zardari, cuja esposa, a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, foi assassinada há menos de um ano.

Ele defendeu um consenso internacional contra o discurso do ódio, a discriminação e a difamação religiosa, e pela promoção de um diálogo religioso.

Chefe da ONU pede que G20 não se esqueça dos pobres

Por Patrick Worsnip

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Ban Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), conclamou os dirigentes que participarão neste fim de semana de uma cúpula financeira em Washington a não deixarem que a crise global se transforme em uma "tragédia humana" para os moradores dos países pobres.

Em carta enviada aos líderes do G20 - formado pelos integrantes do Grupo dos Sete (G7), de potências industriais, e por outras grandes economias do mundo -, Ban chamou atenção para o fato de que, se centenas de milhões de pessoas ficarem sem emprego, haveria repercussões nas esferas política e de segurança.

"Os mais pobres e mais vulneráveis de todas as partes, mas particularmente os dos países em desenvolvimento, serão os mais afetados" pela desaceleração da economia mundial que se prevê atualmente, afirmou o secretário-geral em carta divulgada pela ONU na quinta-feira.

"Precisamos, antes de tudo, unir forças para adotar medidas imediatas a fim de evitar que a crise financeira se transforme em uma tragédia humana."

Ban, que participará do encontro em Washington, disse que tentaria falar em nome de mais de 170 países que não terão representação no evento.

"Se centenas de milhões de pessoas perderem seu sustento e suas esperanças no futuro virarem pó por uma crise pela qual não têm responsabilidade nenhuma, a crise humana não será apenas econômica", disse o chefe da ONU.

"Ela ganhará novas e complicadas dimensões políticas e de segurança, as quais poderiam sobrepujar as que já enfrentamos."

Ban defendeu que o encontro "dê sinais de solidariedade em relação aos mais necessitados" e pediu que os países ricos cumpram as promessas de ajuda feitas antes da crise global de crédito, detonada por problemas no setor de hipotecas dos EUA.

Reformas institucionais não podem se restringir ao setor de regulamentação financeira e precisam também tratar de desafios mais amplos tais como as mudanças climáticas, a prevenção de conflitos e a erradicação da pobreza.

Investir em novas tecnologias e em "empregos verdes" para combater o aquecimento da terra significaria formas de combate de curto prazo à crise e poderia criar as fundações para um crescimento de longo prazo, afirmou Ban, que fez do meio ambiente um dos pontos centrais de seu mandato.

O secretário-geral também pediu que os países resistam à tentação do protecionismo e que resolvam com celeridade as questões responsáveis por impedir a conclusão da Rodada de Doha, sobre o comércio mundial

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

ONU ressalta importância de tolerância entre religiões

Nações Unidas, 12 nov (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, iniciou hoje o diálogo da Assembléia Geral da entidade que promove a tolerância religiosa como um dos instrumentos para alcançar a paz.

Ban disse em seu discurso que um dos maiores desafios do mundo contemporâneo é transformar a diversidade cultural do planeta em um fator que conduza à segurança.

"Tradicionalmente, a paz depende do equilíbrio da concorrência, mas aprendemos que a paz duradoura requer algo mais que isso. E, para que ela dure, indivíduos, grupos e nações devem respeitar-se e entender-se", disse.

A Assembléia Geral da ONU celebra hoje e amanhã uma reunião sobre a "Cultura da Paz", iniciativa criada pela Arábia Saudita para aprofundar o diálogo entre crenças religiosas.

A ONU também espera a participação de chefes de Estado e de Governo do Grupo dos 20 (G20, que reúne países emergentes e desenvolvidos), que estarão na cúpula dos dias 14 e 15, em Washington.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Oxfam exige mais da ONU e da União Européia

RDCongo: Oxfam exige mais de ONU

A União Europeia (UE) está faltando com suas responsabilidade na República Democrática do Congo (RDC).

É pelo menos esta a posição da ONG Oxfam França, que reteira o apelo a um reforço das tropas da ONU.

“Apenas ouvimos as más desculpas, de um país europeu após outro, para explicar porque razão não podem ajudar (...) A sua inacção tem consequências humanas directas, como testemunham milhares de pessoas, que fugiram do campo de Kibati', afirma a ONG em comunicado.

A Oxfam França defende ainda que 'os ministros europeus dos Negócios Estrangeiros que se reúnem em Bruxelas devem assumir compromissos claros e entender-se sobre o envio de tropas suplementares para reforçar as Nações Unidas no este do Congo”, afirmou
Representantes da ONG estimam que cerca de 5,4 milhões de pessoas já terão falecido nos últimos dez anos na sequência de confrontos no este do ex-Zaire e devido à fome e doenças, resultantes dos conflitos.

A ONG recorda ainda que os países europeus contribuem atualmente com cerca de 100 homens, entre os 17.000 da missão das Nações Unidas no Congo.

ONU adverte que conflito no Congo ameaça se espalhar

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou ontem para o risco de o conflito no leste do Congo espalhar-se por toda a região dos Grandes Lagos - envolvendo países vizinhos como Angola, que já teria infiltrado soldados no Congo - e pediu um cessar-fogo imediato.

O alerta foi feito durante encontro de líderes africanos em Nairóbi, Quênia, no mesmo dia em que a própria ONU foi acusada pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) de piorar os efeitos do conflito ao investir em ações militares para resolver problemas humanitários.

Por considerar que não há segurança suficiente na zona de conflito, as Nações Unidas passaram a usar escoltas armadas nos comboios de distribuição de alimentos.

Para o MSF, isso aumenta a confusão entre civis e militares e impede que agências como a Cruz Vermelha Internacional e o próprio MSF ganhem a confiança dos grupos armados para chegar às vítimas. "Já vimos onde essa estratégia pode nos levar", disse ao Estado o diretor-executivo do MSF no Brasil, o marroquino Eric Stobbaerts, que esteve quatro vezes no Congo nos últimos quatro anos.

Ele lembra que "no Afeganistão, militares começaram a fazer operações humanitárias. Isso causou confusão na população e nos grupos armados sobre quem está lá para ajudar e quem tem uma agenda política e militar".

"Essa percepção confusa e negativa dos trabalhadores humanitários pode ter sido responsável pela morte de cinco colegas nossos no Afeganistão. É importante que o mesmo não ocorra no Congo."

A ONU mantém atualmente 17 mil militares no Congo, entre eles 300 uruguaios.

Esta já é a maior operação das Nações Unidas em todo o mundo e deve crescer ainda mais caso o Conselho de Segurança aprove o pedido feito ontem para o envio de pelos menos mais 3 mil capacetes-azuis."

As coisas pioraram.

A situação é muito, muito ruim", disse Edmond Mulet, assistente do secretário-geral da ONU para missões de paz.Ban reconhece que a solução para o conflito "tem de ser política, não pode ser militar".

Há duas semanas, centenas de civis congoleses protestaram contra o que consideraram uma omissão das tropas da ONU diante dos ataques da milícia rebelde.

Agora, as agências humanitárias reclamam da militarização das operações de ajuda da ONU.

GENOCÍDIO

"Os comboios armados de assistência para Goma e Rutshuru são uma resposta inadequada para a crise", disse o comunicado do MSF.

Anne Taylor, uma das chefes da missão em Goma afirmou que "há um risco de que a ajuda seja manipulada por atores políticos ou militares e as agências humanitárias passem a ser vistas como partes do conflito (por andarem armadas ou escoltadas)".

No encontro de ontem, no Quênia - que teve a participação de sete presidentes africanos -, o secretário-geral pediu o cessar-fogo imediato entre os rebeldes tutsis liderados por Laurent Nkunda e o Exército congolês, subordinado ao presidente Joseph Kabila, da etnia tutsi, mas, antes do fim do diálogo, o porta-voz dos rebeldes tutsis, Bertrand Bisimwa, já dizia que a reunião tinha sido "outra cúpula para nada".

Tutsis e hutus enfrentam-se há pelo menos duas décadas na região.

Em 1994, os hutus foram acusados de cometer o maior genocídio desde a 2ª Guerra, matando 500 mil tutsis em Ruanda.

Em seguida, fugiram para o Congo, onde constituem hoje a maior parte da população e detêm o controle do governo.

Após o massacre, a minoria tutsi no Congo organizou uma milícia rebelde, acusada de receber o apoio do atual presidente de Ruanda, Paul Kagame.

A guerrilha ocupou grande parte da Província do Kivu Norte, na região de fronteira entre os dois países, provocando uma surpreendente retirada das tropas da ONU e do Exército congolês.

Os dois lados chegaram a assinar um frágil cessar-fogo em janeiro, violado apenas sete meses depois.

Desde então, 250 mil pessoas já fugiram de suas casas no Kivu Norte.

As agências humanitárias estimam que quase um quinto da população do Kivu Norte - 6 milhões de pessoas - viva deslocada, um número pode aumentar já que os combates de hoje chegaram a apenas 15 quilômetros de Goma.

COM AP E AFP

NÚMEROS DA GUERRA

250 mil congoleses fugiramde suas casas desde agosto deste ano

500 mil ruandeses da etnia tusti foram mortos no pior genocídio desde a 2ª. Guerra, em 19945.

500 guerrilheiros fazemparte das tropas rebeldes tutsis comandadas por Laurent Nkunda

17 mil militares fazem parte das tropas da ONU no Congo

3 mil soldados a mais serãopedidos ao Conselho de Segurança como reforço às tropas da ONU

365 toneladas de alimentose 60 mil litros de água já foram distribuídas pela Cruz Vermelha nos campos de refugiados

7 meses foi o tempo quedurou o último acordo de cessar-fogo entre o Exército do Congo e os rebeldes

ONU denuncia violações aos direitos humanos na RDC

Confrontos armados causam terror na República Democrática do Congo.Civis morreram durante ofensiva dos Mai-Mai na província de Kivu Norte.

A Missão de Paz das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monuc) denunciou casos de violações graves dos direitos humanos cometidas na localidade de Kiwanja, na província de Kivu Norte. No local ocorrem confrontos armados entre as tropas do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP) e os milicianos Mai-Mai, pró-Governo.

"Graves violações dos direitos humanos e do direito humanitário internacional foram cometidas em Kiwanja entre 4 e 6 de novembro", indica um comunicado divulgado neste domingo (9) pela Monuc.

O comunicado faz referência a testemunhos presenciais que narram os incidentes nos quais civis morreram durante uma ofensiva dos Mai-Mai para tomar o controle da localidade, em mãos dos rebeldes do CNDP.

A organização pró-direitos humanos Human Rights Watch (HRW) criticou em outro comunicado a morte de 20 civis e de 33 feridos e destacou "relatos críveis" que confirmam ataques a civis por parte de elementos do CNDP, em Kiwanja.

Por outra parte, a localidade registrou neste domingo novos tiroteios. O CNDP acusou os soldados das forças governamentais (FARDC) de atacar suas posições enquanto outras fontes afirmam o contrário.

A Monuc qualificou de "confusa" a situação na localidade de Kiwanja. Enquanto isso, Goma, a capital de Kivu Norte, segue nas mãos dos militares da Monuc, das FARDC e da Polícia nacional congolesa.

O representante especial do secretário-geral da ONU, Alan Doss, elogiou o envolvimento do presidente Joseph Kabila na resolução da crise no leste da RDC, em entrevista coletiva concedida no fim de semana.

Roubo de carro da ONU aumenta preocupação em Cabul

Roubo de carro da ONU aumenta preocupação em Cabul
Publicado em 08.11.2008, às 18h00

Um carro das Nações Unidas foi roubado neste sábado (8), em frente ao aeroporto de Cabul, aumentando as preocupações de que militantes possam usar o veículo como carro-bomba ou para atentados aos escritórios da Organização, disseram oficiais. Autoridades das Nações Unidas e a polícia afegã estão em busca do Toyota Land Cruiser, um veículo branco identificado com letras azuis típicas das Nações Unidas.

A via principal que está sendo vigiada no momento é a estrada que leva ao palácio presidencial. A estrada é extremamente vigiada, mas os veículos das Nações Unidas têm passagem livre pelo local. A política de Cabul está ajudando nas buscas, e um oficial definiu o roubo do veículo como assunto de segurança máxima.

Nos últimos meses, as Nações Unidas intensificaram a segurança de sua missão no Afeganistão. Além disso, foi colocado um portão de segurança em frente ao escritório principal em Cabul, e grandes barreiras de cimento foram colocadas nas imediações, devido aos rumores de ameaças contra as Nações Unidas.

Os veículos da Organização - como os que são usados no Programa Mundial de Alimentação - têm sofrido ataques no Afeganistão enquanto viajam através das províncias do país. Mas a Organização não tem sofrido ataques em grande escala desde 2003, quando um ataque a bomba em Bagdá matou 22 membros das Nações Unidas, entre eles o brasileiro Sergio Viera de Melo, e mais de 150 pessoas que estavam nas proximidades.
Fonte: AE

Zimbabwe: HRW quer pressões sobre Mugabe ou intervenção da ONU

Joanesburgo, 08 Nov (Lusa) - Os líderes da África austral, reunidos domingo na África do Sul, devem fazer pressão sobre o presidente Mugabe para encontrar uma saída para a crise política no Zimbabué, ou reclamar a intervenção da ONU, defende a Human Rights Watch (HRW).



Num novo relatório, esta organização de defesa dos direitos humanos acusa o regime de Robert Mugabe de usar o sistema judiciário e polícial contra a oposição e a sociedade civil, apesar do acordo de Setembro último com a oposição, que ficou letra morta.

A organização, com sede em Nova Iorque, calcula que 163 pessoas foram mortas no país desde as eleições de Março último.

"As instituições repressivas da ZANU-PF (União Nacional Africana do Zimbabwe-Frente Patriótica, no poder) permanecem intactas e não há nenhuma mudança no seu comportamento abusivo", considerou a directora Africa do HRW Georgette Gagnon, num comunicado.

Os chefes de Estado dos 15 membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) reúnem-se em Joanesburgo domingo para pressionarem o presidente Mugabe e o seu rival Morgan Tsvangirai a formarem um governo para tirar o país da crise.

Esta cimeira é vista como a última oportunidade para salvar um acordo de partilha de poder que está no impasse desde a sua assinatura a 15 de Setembro.

"Os líderes regionais da SADC devem fazer pressão sobre Robert Mugabe ou pedir às Nações Unidas que intervenham", declarou Gagnon.

A SADC "confiou infelizmente na diplomacia silenciosa do antigo presidente sul-africano Thabo Mbeki e na esperança que este tinha de ver Mugabe restaurar o estado de direito e o respeito dos direitos humanos", acrescentou.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Congo acusa ONU de não impedir mortes de civis

O governo da República Democrática do Congo acusou as forças de paz da ONU de
não agir para impedir a matança de civis no leste do país.

"Pessoas estão sendo massacradas e (as forças de paz da ONU) nada fizeram", disse um portavoz
do presidente Joseph Kabila.

Os combates entre rebeldes congoleses e tropas do governo na região obrigaram milhares de
pessoas a deixar suas casas.

Um porta-voz da ONU na República Democrática do Congo, Madnodje Mounoubai, disse à BBC
que a organização estava fazendo o possível para ajudar civis, mas que suas forças encontram
dificuldades para atirar contra rebeldes por causa da proximidade dos civis.

"Você não pode atirar quando há civis na estrada correndo em todas as direções. Se você
começa a atirar nessa situação acaba matando um monte de civis", disse ele.

Catástrofe

A situação no país foi descrita como catastrófica.

A ONU tem 17 mil soldados na República Democrática do Congo, o que faz da missão da
organização no país a maior do mundo.

Mas apenas algumas centenas desses soldados estão na áreas afetadas pelos recentes
episódios de violência.

A ONU investiga relatos de que rebeldes da República Democrática do Congo teriam matado
civis na cidade de Kiwanja, no leste do país.

Pelo menos 12 corpos foram encontrados por soldados da ONU e jornalistas na cidade, tomada
pelos rebeldes liderados pelo general Laurent Nkunda no início desta semana.

Os moradores haviam retornado recentemente ao local, depois de receberem ordens do general
Nkunda para deixar a cidade para que seus homens pudessem lutar contra o grupo Pareco Mai-
Mai, que ele diz ter o apoio do governo. Nkunda afirma que atacou esse grupo.

Testemunhas dizem que os homens de Nkunda foram de porta em porta matando suspeitos de
pertencer à milícia.

"Eles bateram nas portas (e) quando as pessoas abriam, eles atiravam", disse Simo Bramporiki,
cuja mulher e filho foram mortos durante a noite.

Uma mulher mostrou aos jornalistas os corpos de cinco homens dentro de sua casa, sendo que
um deles era seu marido. Outros dois corpos estavam do lado de fora.

Os relatos iniciais dão conta de que nada indicava que os homens, que vestiam roupas civis,
pertenciam a milícias armadas.

Os rebeldes tutsis liderados por Nkunda afirmam que estão lutando para proteger a
comunidade tutsi contra os rebeldes hutus que fugiram para o Congo depois do genocídio em
Ruanda em 1994.

Mas Ajeni Niragasigwa, cujo filho foi morto durante a noite, disse aos repórteres em Kiwanja:
"Eles vieram para matar as pessoas, eles não vieram para proteger".

Grupos de direitos humanos acusam os homens do general Nkunda e milícias de cometer
crimes de guerra e também criticou as forças de paz da ONU por não evitar os crimes.

O grupo Human Rights Watch disse que a organização "não tomou medidas adequadas para
proteger civis e realizou apenas alguns patrulhamentos para reduzir abusos".
Encontro

O porta-voz da ONU, tenente-coronel Jean Paul Dietrich, disse que os homens de Nkunda
também tomaram o controle da cidade de Nyanzale, cerca de 80 km ao noroeste da capital
regional Goma, quebrando o cessar-fogo que ele havia declarado.

A missão da ONU, Monuc, está reforçando seu contingente em Goma. Dezenas de milhares de
pessoas buscaram refúgio na cidade, que Nkunda ameaçou atacar.

A ONU está realizando um encontro para discutir a crise no Congo nesta sexta-feira no Quênia.
O presidente de Ruanda, Paul Kagame, um tutsi, culpa uma falha na liderança da República
Democrática do Congo pela atual crise e responsabiliza a comunidade internacional por não
lidar com o problema, apesar do envio de dezenas de milhões de dólares à região.

Kagame deve se reunir com o presidente congolês, Joseph Kabila, no encontro desta sexta-feira.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também deve participar.
Ajuda

Os mais recentes confrontos fizeram com que algumas agências de ajuda humanitária
suspendessem operações na região, um dia depois de enviar os primeiros suprimentos de
alimentos ao território controlado pelos rebeldes.

A ONU diz que três campos de refugiados perto da cidade de Rutshuru foram destruídos e que
tenta descobrir o paradeiro de 50 mil pessoas que estavam nos locais.

A organização britânica Save the Children diz que houve um aumento acentuado no número de
crianças sendo seqüestradas para lutar ao lado dos rebeldes. Antes da atual onda de violência,
havia cerca de 3 mil crianças-soldados no país.

O general Nkunda ameaça derrubar o governo da República Democrática do Congo em
Kinshasa, 1.580 km a oeste de Goma, a menos que o presidente Joseph Kabila concorde com
negociações diretas.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Economistas vão à ONU e pedem reestruturação do sistema financeiro global

Joaquim Utset.

Nações Unidas, 30 out (EFE).- Um grupo de renomados economistas reivindicou hoje na ONU uma reestruturação dos mecanismos financeiros globais surgidos há meio século em Bretton Woods.

Os analistas reunidos pelo presidente da Assembléia Geral da ONU, o nicaragüense Miguel
D'Escoto, exigiram uma maior participação dos países menos desenvolvidos na construção de uma resposta à crise para garantir que as soluções à atual conjuntura não sejam pagas pelos mais pobres.

D'Escoto foi aplaudido pelas delegações diplomáticas presentes quando reivindicou que o debate sobre a crise deve acontecer em conjunto com o G8 e em fóruns nos quais, como nas Nações Unidas, "cada país conta".

"A comunidade internacional tem a responsabilidade e a oportunidade de identificar medidas à longo prazo que vão além de proteger os bancos, estabilizar os mercados de crédito e reconfortar os grandes investidores", disse o ex-chanceler.

"Há muita coisa em jogo para que soluções e regras precipitadas sejam adotadas a portas fechadas", completou.

Esteve presentes à Assembléia Geral um grupo de especialistas liderado pelo Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz. Também compareceram o ministro de Coordenação de Política Econômica, Pedro Páez, o economista Prabhat Patnaik, da Universidade Jawaharlal Nehru, da Índia, e a economista japonesa Sakiko Fukuda-Parr.

Além disso, o evento contou com o professor de desenvolvimento internacional da Universidade de Harvard, Calestous Juma, e o sociólogo belga François Houtart.

"Lamentavelmente a inércia dos poderes estabelecidos e o pensamento dominante nos levam a um desequilíbrio catastrófico", disse Páez à Agência Efe.

Ele também se mostrou pouco convencido de que a cúpula do G20 convocada pelos Estados Unidos para 15 de novembro, em Washington, dê uma verdadeira resposta à crise global.
Páez defendeu ainda o fomento de organismos regionais de coordenação monetária e macroeconômica, como o Banco do Sul, que sirvam para responder à crise com medidas próprias, evite uma desvalorização generalizada das moedas e sirva de contraponto para as instituições multilaterais "do norte".

Do mesmo modo, Stiglitz explicou durante a reunião que o mundo se encontra "em outro momento Bretton Woods", referindo-se à conferência da ONU realizada após a Segunda Guerra Mundial na qual se desenhou uma nova ordem financeira e foram criadas instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM).

"Estamos perante uma crise global e precisamos de uma resposta global", disse.

"Nós que estamos no norte não podemos tomar ações às custas dos que vivem nos países em desenvolvimento", acrescentou.

O professor da Universidade de Colúmbia considerou que os EUA poderiam ter evitado esta crise se seus reguladores estivessem dispostos a seguir as normas existentes em outros países.
Stiglitz também fez parte do grupo de especialistas que se reuniu na última semana com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para discutir a situação econômica global.

A ONU expressou repetidamente nas últimas semanas o temor de que os países mais pobres e dependentes da ajuda internacional para seu desenvolvimento sejam as vítimas colaterais das graves dificuldades da economia global. EFE

Ban Ki-moon pede que políticos do Nepal superem diferenças no processo de paz

Ban Ki-moon pede que políticos do Nepal superem diferenças no processo de paz

Katmandu, 1º nov (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje que os partidos políticos do Nepal superem as diferenças e avancem no processo de paz, e disse que o desafio imediato é a integração da guerrilha maoísta às forças de segurança do Estado.
Ban Ki-moon fez estas declarações em entrevista coletiva concedida em Katmandu, onde o secretário-geral se reuniu com as principais autoridades nepalesas.

Em novembro de 2006, o Governo do Nepal e a guerrilha maoísta assinaram um acordo de paz que prevê, entre outros pontos, a integração dos combatentes ao Exército.
A missão das Nações Unidas no Nepal (Unmin, na sigla em inglês) tem supervisionado os avanços de paz nos últimos dois anos.

Enquanto isso, o Governo de Katmandu formou na semana passada uma comissão especial composta por cinco membros para supervisionar a integração dos guerrilheiros às forças de segurança.

Ban Ki-moon pediu que o Executivo trabalhe "rapidamente" para dispensar os ex-combatentes menores de idade e os que ficaram fora do recenseamento. Além disso, afirmou que a ONU fornecerá sua experiência na integração de ex-guerrilheiros às forças de segurança.

O mandato da Unmin expira em 29 de janeiro de 2009, mas foi ampliado por mais seis meses.

O secretário-geral se comprometeu a continuar prestando apoio ao processo e disse que o mandato da missão poderá ser estendido de novo.
Está previsto para a próxima semana que o enviado especial da ONU ao Nepal, Ian Martin, informe o Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o futuro da Unmin.

Ban Ki-moon, que chegou ontem à noite a Katmandu, se reuniu com o primeiro-ministro do Nepal, Pushpa Kamal Dahal, conhecido como Prachanda, a quem pediu que trabalhe pela unidade entre os partidos políticos do país.

O secretário-geral também se encontrou com o presidente do Nepal, Ram Baran Yadav, com o ministro de Assuntos Exteriores nepalês, Upendra Yadav, e com o líder da oposição e ex-primeiro-ministro Girija Prasad Koirala.

Ban Ki-moon afirmou que está "convencido" de que os líderes nepaleses ouviram seu pedido sobre a importância de atuarem de forma conjunta.

O secretário-geral deve aterrissar hoje à tarde em Bangladesh para concluir sua viagem ao sul da Ásia. EFE

ONU quer crédito de carbono em novo tratado climático

(Reuters) - A ONU espera incluir no próximo tratado climático global um sistema de mercado que permita o uso de créditos de carbono para promover a preservação florestal.

O sistema batizado de Emissões Reduzidas do Desmatamento e da Degradação (Redd, na sigla em inglês) recebeu apoio na reunião da ONU em Bali, no ano passado, e já há projetos-piloto em andamento, principalmente na Ásia.

O sistema de pagamento de créditos pela preservação pode vir a ser incluído no tratado que será negociado no final de 2009, para adoção em 2013, substituindo o Protocolo de Kyoto.

POR QUE O REDD É IMPORTANTE?

O desmatamento responde por cerca de 20 por cento das emissões humanas de gases do efeito estufa, especialmente o dióxido de carbono e o metano, derivados da derrubada e queima de florestas. As florestas tropicais são essenciais também como mananciais hídricos, e funcionam como "pulmões" do planeta ao promover a troca de dióxido de carbono por oxigênio no ar. Além disso, esses espaços contêm riquíssimos ecossistemas, dos quais muitas comunidades indígenas dependem. Pagar pela preservação ajudaria a combater o aquecimento global e a proteger a biodiversidade do planeta.

OBJETIVOS

O objetivo do Redd é pagar a governos nacionais e locais para manter as florestas de pé. O pagamento, por meio da venda de créditos de carbono, refletiria o valor do carbono armazenado nas florestas, ou os custos ambientais advindos da extração de madeira e da ocupação agropecuária.

COMO FUNCIONA?

Os mecanismos ainda estão sendo desenvolvidos. Mas essencialmente trata-se de usar os créditos como "moeda" com a qual os países em desenvolvimento teriam estímulo para conter o desmatamento, enquanto os países ricos, ao investir nesses mecanismos, ajudariam a cumprir suas quotas obrigatórias de redução emissões. Estima-se que o Redd possa valer 4 a 10 dólares por tonelada de carbono, gerando 10 bilhões a 30 bilhões de dólares por ano para o Terceiro Mundo.

PREOCUPAÇÕES

Há muitas, tais quais:

- Permanência e obediência. Como garantir que a floresta permanecerá de pé em longo prazo e que determinado país tem meios de protegê-la contra queimadas e extração ilegal de madeira.

- Parâmetros. Cada país precisará de um ponto de partida para avaliar avanços e retrocessos na preservação. O problema é calcular esse parâmetro.

- Vazamentos. Como evitar que a devastação simplesmente migre de uma área protegida para outro local.

- Excesso de créditos de carbono. A União Européia teme que uma "inundação" de créditos baratos advindos do Redd possa tomar conta do sistema europeu de crédito de emissões. Mas alguns pesquisadores contestam isso, dizendo que um mercado adequadamente regulado permitiria um aumento gradual dos créditos Redd ao longo do tempo.

- Benefícios para as comunidades locais. É essencial que o Redd garanta renda de longo prazo para as comunidades. Mas algumas ONGs temem que a "commoditização" das florestas leve a disputas fundiárias e a casos de corrupção.

- Irresponsabilidade. Alguns ONGs temem também que a disponibilidade de créditos baratos do Redd estimule os países ricos a não reduzirem suas emissões domésticas.

PRÓXIMOS PASSOS

Os governos e a ONU estão estudando várias opções e métodos de monitoramento e verificação dos projetos Redd. Algumas opções de créditos florestais de carbono operam sob as regras do mercado e do Protocolo de Kyoto. Mas um sistema apoiado pela Noruega passaria ao largo do mercado de carbono e permitiria que os países ricos comprassem bônus separados, relativos às metas de Kyoto. A renda desse esquema iria para fundos aprovados pela ONU, os quais recompensariam os esforços dos países em desenvolvimento contra o desmatamento.

Fontes:
http://unfccc.int/methods_science/redd/items/4531.php
www.foe.co.uk;
www.carbonpositive.net;
Instituto Alemão do Desenvolvimento http://www.die-gdi.de/
Fundo de Defesa Ambiental www.edf.org

Atentados na Somália matam pelo menos 22 pessoas

Atentados na Somália matam pelo menos 22 pessoas
Entre os alvos dos ataque está um escritório da ONU, o consulado da Etiópia e o palácio presidencial

MOGADISCIO - Pelo menos 22 pessoas morreram em três ataques suicidas perpetrados nesta quarta-feira, 29, no norte e no nordeste da Somália. A informação é de Ismail Adani, um porta-voz da república separatista da Somalilândia, no norte somali. A onda de ataques suicidas atingiu as regiões de Somalilândia e Puntland em um momento no qual começam, no Quênia, as negociações para discutir a grave crise política neste país do Chifre da África. Entre os alvos estão um escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) Unidas, o consulado da Etiópia e o palácio presidencial na capital da Somalilândia, Hargeisa.

Segundo Adani, 19 mortes estão confirmadas em Somalilândia, mas equipes de resgate ainda procuraram por sobreviventes e buscam mais corpos, motivo pelo qual há temores de que o número de vítimas possa aumentar. Militantes suicidas também atacaram dois complexos do setor de inteligência na região de Puntland, no nordeste somali. Um funcionário do governo local informou que os dois suicidas e um segurança morreram nesse ataque. Cinco pessoas ficaram feridas.

Até o momento, ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques. No passado, porém, militantes islâmicos promoveram ações similares para coincidir com o início de esforços liderados pela ONU da solucionar o caos político em que se encontra a Somália.

A Somália não tem governo central desde 1991, quando senhores da guerra derrubaram o ditador Mohamed Siad Barre e depois voltaram-se uns contra os outros. Um governo provisório apoiado pela ONU foi formado em 2004, mas encontra extrema dificuldade para impor autoridade.

ONU entra na linha de fogo de novos combates no Congo

Forças de paz presenciaram novos confrontos após dias de relativa calma no país.

- Forças de paz presenciaram nesta terça-feira novos combates no leste da República Democrática do Congo, após dias de relativa calma no país, de acordo com informações da ONU. Segundo um porta-voz da organização na cidade de Goma, novos confrontos entre forças rebeldes e duas milícias pró-governo foram registrados.

Os novos combates ocorreram ao norte de Rutshuru, cerca de 80 quilômetros ao norte de Goma. Um comboio da ONU que carregava suprimentos médicos havia chegado à região na segunda-feira. "Nossa base ficou na linha de fogo entre as forças do CNDP (o Congresso Nacional para a Defesa do Povo, do general Nkunda) e as forças Mai-Mai no norte", disse Sylvie van den Wildenberg, porta-voz da ONU. O correspondente da BBC na cidade, Peter Greste, diz que alguns suprimentos de água fresca e biscoitos energéticos chegaram aos refugiados, mas enfatiza que isso é insignificante diante da gravidade da situação. Na semana passada, o líder rebelde, general Laurent Nkunda, havia declarado um cessar-fogo, quando suas forças se aproximavam de Goma. Greste afirma que os confrontos preocupam, mas não significam que o cessar-fogo tenha necessariamente acabado. Rebeldes

O general Nkunda ameaça derrubar o governo da República Democrática do Congo em Kinshasa, 1.580 quilômetros a oeste de Goma, a menos que o presidente Joseph Kabila concorde com negociações diretas. O correspondente da BBC diz, no entanto, que o general pode estar confiante demais, uma vez que é difícil imaginar como Nkunda transportaria entre 6 e 7 mil homens para o outro lado de um país de grandes proporções. Mas Greste acrescenta que as forças rebeldes parecem capazes de tomar Goma. Goma está cercada por forças rebeldes que afastaram tropas do governo da região.

Cerca de 250 mil pessoas abandonaram suas casas, e agências de ajuda humanitária têm encontrado dificuldades em oferecer assistência. Alguns fugiram do interior do país para Goma e outros, que haviam fugido, retornaram para as regiões de onde saíram, mas não há alimentos ou abrigos suficientes na cidade. Mais cedo, o governo francês pediu que a força de paz de 17 mil homens da ONU seja aumentada. Em visita a Goma, o chefe das missões de paz, Alain Le Roy, disse que o mandato da ONU no momento é "proteger civis e ajudar o Exército a desarmar as forças rebeldes". "Não temos um mandato para defender cidades", disse Le Roy à BBC. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Brasileiro pode fazer parte de comitê da ONU

SÃO PAULO - Termina hoje, em Nova York, a votação que pode incluir o brasileiro Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, procurador Regional do Trabalho, no Comitê Internacional de Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo informações da Agência Brasil. A comissão é responsável por monitorar a aplicação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência nos 41 países que já ratificaram o documento até agora. Outras 136 nações apenas o assinaram.

A Agência Brasil informou que Fonseca disputa diretamente a vaga com sete candidatos da região (Argentina, Paraguai, Panamá, Chile, Peru, Jamaica e Equador). O comitê será composto por 12 peritos que terão mandato de quatro anos e serão responsáveis pela análise dos relatórios apresentados pelos Estados e averiguar denúncias de violação da convenção. Entre outros pontos, o texto prevê que o descumprimento de qualquer item que favoreça a inclusão de pessoas com deficiência deve ser considerado discriminação.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

ONU descarta aceitar democratização de Mianmar sem avanço em direitos humanos

ONU descarta aceitar democratização de Mianmar sem avanço em direitos humanos

Da EFE

Nações Unidas, 23 out (EFE).- O relator especial da ONU para os Direitos Humanos em Mianmar (Mianmar), Tomás Ojea Quintana, disse hoje que não é possível aceitar um processo democrático no país asiático que não inclua avanços nos direitos humanos.

Em um discurso na Assembléia Geral das Nações Unidas, o advogado argentino apresentou os quatro elementos que considera indispensáveis para melhorar a situação dos direitos humanos em Mianmar.


"Qualquer decisão que o Governo tomar não pode ser aceita se estes pontos em matéria de direitos humanos não forem aplicados", disse o relator em entrevista coletiva após seu pronunciamento na ONU.


Os quatro elementos são: a eliminação das leis de emergência, a libertação progressiva dos presos políticos, a independência do Poder Judiciário e a instrução do Exército no respeito aos direitos humanos.


"As carências em Mianmar não são apenas nas esferas política e civil, mas também em matéria econômica e social", apontou.


Ojea Quintana disse que o plebiscito realizado em maio sobre a nova Constituição promulgada pela Junta Militar birmanesa foi um "engano".


O argentino admitiu que a construção de democracias "leva tempo", mas destacou que o respeito aos direitos humanos deve ser seu ponto de partida.


Ojea Quintana substituiu no posto de relator especial da ONU o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, que teve sua entrada em Mianmar proibida devido às suas denúncias sobre a contínua repressão no país. EFE

domingo, 26 de outubro de 2008

UN: Moving forward on Right to Development?

by Chakravarthi Raghavan

Geneva, 12 Mar 2001 -- The UN Commission on Human Rights (CHR), which is due to meet here from 19 March, is being asked to continue, for one year, the mandate of the Independent Expert on Right to Development (RTD), as well as extend the mandate of the Open Ended Working Group (OEWG) on the RTD for one session of ten working days, to continue work on the RTD.

The UN-CHR will be asked to ask the independent expert, a macro-economic and development expert of international repute, to undertake a study on the impact of a range of international economic issues including international trade, functioning of international financial institutions, intellectual property regimes and the fulfilment of international development commitments on the enjoyment of human rights.

The OEWG, chaired by Amb. Mohamed-Salah Dembri of Algeria, which has held two sessions (in September 2000 and in January-February this year), has agreed to go forward with its work, using a ‘Chairman’s conclusions’ as a basis for its further work - in effect over-riding the views of Australia, Canada, Japan, New Zealand and the USA.

These five countries tried to block any conclusions on the basis that the delegations had no instructions, and were clearly upset when Dembri presented a text of his own (that identified them as opposing).

The conclusions of the outcome of two sessions of the OEWG, which was presented on 2 February by Dembri, in a chairman’s conclusion as ‘an integral balanced package proposal’, was further discussed at an informal session of the OEWG on 26-27 February , and the final version (presented on 2 March by Dembri as conclusions not subject to negotiations) is now going forward to the Commission on Human Rights along with dissenting views (of the five countries) and comments and observations of members.

The Independent Expert is Dr. Arjun Sen Gupta of India, an internationally renowned economist who has held high official positions in economic policy-making in India as a secretary to the government and later, as a member of the Planning Commission and also a stint as India’s Executive Director on the International Monetary Fund.

The Chairman’s conclusions on the discussions in the OEWG on the Report of the Independent Expert, noted that the issue of the Right to Development (affirmed in 1986 by the UN General Assembly in a Declaration) and its consideration, began with the 1986 UN General Assembly Declaration on the RTD, and has been going through various phases (during most of which the US led the attempts to kill the whole issue) -- with arguments going back and forth since then as to whether it is a collective or individual human right, in terms of the social, economic and cultural rights of the UN Declaration on Human Rights, and how it could be exercised, and whether it involves only national dimensions or also international ones.

The RTD and the UN declaration were reaffirmed in several subsequent resolutions of the CHR and the UN General Assembly, as well as in declarations at international conferences including the Vienna Declaration and Programme of Action, which confirmed that RTD “is a universal and inalienable right”.

In his report, Dr. Sen Gupta has underlined that on the basis of these declarations and resolutions, “it should be now possible to consolidate and enhance actions in [a] concerted manner towards full implementation of the RTD, as established in the UN Declaration on RTD.”

The OEWG is chaired by Algeria’s ambassador Mohamed-Salah Dembri, and agreed to continue the work using the Chairman’s conclusions as a basis for further work.

The continuation of the mandate of the OEWG and the Independent Expert will come up before the CHR.

The chairman’s agreed conclusions includes the 10-point report of the Independent Expert, seven topics on national actions to be taken for the realization of the RTD, six topics under the heading of international actions for realization of RTD, and the future work (for extending of the mandate of the Independent Expert and that of the OEWG).

In terms of international actions, the Dembri text for further work says that the OEWG should translate through concrete recommendations the commitment made at the UN’s Millennium summit - - of making the right to development a reality for every one and the resolve to create an environment at the national and global level, which is conducive to development and to the elimination of poverty.

“Success in meeting these objectives depends on good governance at the international level and on transparency in the financial, monetary and trading systems, as well as an open, equitable, rule-based, predictable and non- discriminatory multilateral trading and financial system,” says the text, for further work on RTD in the area of international actions.

The creation of an enabling international environment through a clear assessment of impediments existing at the international level was highlighted. In this context, the duty of international cooperation for realization of RTD as stipulated in article 3 of the Declaration on RTD was stressed.

Bearing in mind the existing efforts in this respect, the text says, “it is necessary to enhance efforts of evaluating and addressing the impact of international economic issues such as international macro-economic decision-making, debt, burden, international trade, market access, functioning of international financial institutions, transfer of technology, bridging of knowledge gap (digital divide), impact of intellectual property regimes, fulfilment of international development commitments and migration issues on the enjoyment of human rights.”

In the above context, the Independent Expert should prepare, in consultation with all relevant UN agencies and the Bretton Woods Institutions, “a preliminary study on the impact of these issues on the enjoyment of human rights” for consideration by the OEWG in its future sessions, the chairman’s final conclusions on international actions says.

In the informal discussions on the Chairman’s draft conclusions, which the EU had been willing to accept as a basis for further work, the EC comments seemed to suggest that it would probably try to head off, in the extension of the mandate of the independent expert, his going into the issues of IFIs or the trading system or the IPR regimes etc, pointing to the related work on some of these by the Commission Special Rapporteurs.

It is clear that while the Special Rapporteurs have been approaching the issue from purely legal human rights doctrines and instruments, the major industrial nations could easily challenge them with some technical knowledge. However, it would be more difficult for them to deal with study coming from an economist of repute.

It would not be easy, for example, to try to dismiss his views by references (in the Commission’s discussions) to some study or other of the WTO, the IMF or the World Bank.

The chairman’s text also says that the necessity to prevent, address and take effective action against corruption at the international level was emphasized and States were urged to take all necessary measures to that end. Also emphasized was the need for international solidarity and cooperation for realization of the RTD, and with particular mention to the achievement of internationally agreed development commitments and targets including, inter alia, food, health, primary education and poverty eradication.

The chairman’s conclusions, on the discussions in the OEWG on the report of the independent expert, said that there was a general appreciation of the reports of the Independent Expert and of his additional work and clarifications on the ‘development compact’ proposal. This contributed to a better understanding of the proposal, but it was generally felt that further clarifications were needed.

The proposed ‘development compact’ would be of a voluntary nature for all parties involved, with its content defined on a case-by-case basis and adapted to priorities and realities of any country willing to conclude such a compact, which will need the adherence and support of all international actors involved in its implementation.

In this context, the Independent Expert was requested to further clarify the proposed ‘development compact’, taking into account the views at the OEWG, and in broad consultation with the Office of the High Commissioner for Human Rights (OHCHR), relevant UN agencies, International and regional organizations, NGOs and, in particular, those actors and States interested in developing pilot projects in this regard, keeping in mind:

· the ongoing bilateral and multilateral development cooperation programmes, including national and regional programmes,

· the need to formulate an operational model for the ‘development compact’,

· the views of concerned international organizations, agencies and relevant regional institutions,

· the need to ensure its added value and complementarity to existing relevant mechanisms, and

· the need for country-specific studies both from national and international perspectives.
As per the UN Declaration on RTD, States have the primary responsibility for the creation of national and international conditions favourable to the realization of the RTD and their commitment to cooperate with each other in ensuring development and eliminating obstacles to development and a necessary complement to efforts at the national level. The human person is a central subject of development and the RTD is an inalienable right by virtue of which every human person and all peoples are entitled to participate in, contribute to, and enjoy economic, social, cultural and political development, in which all human rights and fundamental freedoms can be realized.

The realization of RTD is essential to concretise the Vienna Declaration vision on human rights as universal, indivisible, inter-dependent and inter-related. However, the lack of development may not be invoked to justify abridgement of internationally recognized human rights.
For realizing the right to development, national action and international cooperation must reinforce each other in a manner that goes beyond measures for realizing each individual rights.

The international cooperation for realization of the RTD must be conducted in a spirit of partnership, in full respect of all human rights - which are universal, indivisible, inter-independent and inter-related. Although the development deficits and needs vary from one country to the other, for many developing countries, the realization of the right, inter alia, to food, health and education may be important development entry points to the realization of RTD.

In terms of national actions for RTD, the chairman’s text underscored the primary responsibility of national governments for adoption of policies, setting priorities, allocation of resources and follow-up for RTD.

The text also underscored the necessity of establishing, at the national level, an enabling legal, political, economic and social environment for the realization of RTD and, in this context, the importance of democratic, participatory, transparent and accountable governance.

Also needed were efficient national mechanisms such as a national human rights commission to ensure respect of civil, economic, cultural, political and social rights without distinction whatsoever.

Other points listed for national actions in the text were:

· necessity to prevent, address and take effective action against corruption, at the national level, including a firm legal structure for eradicating corruption, and for states to take all necessary measures to that end;

· the importance of the role of the State, civil society, free and independent media, national institutions, private sector and other relevant institutions in the realization of RTD, and the need to continue discussions on this;

· the role of women in the process of realization of RTD, including as active actors in and beneficiaries of development and further actions to ensure their participation on equal terms with men in all fields;

· promotion of gender equality and empowerment of women as effective ways to combat poverty, hunger and disease and to stimulate sustainable development;

· need for special attention to persons belonging to minorities, whether national, ethnic, religious or linguistic, as well as to vulnerable groups - such as indigenous people, Roma, migrants, persons with disabilities, children and persons infected with HIV/AIDS.-SUNS4853
The above article first appeared in the South-North Development Monitor (SUNS) of which Chakravarthi Raghavan is the Chief Editor.

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http://www.twnside.org.sg/title/moving.htm

sábado, 25 de outubro de 2008

Pequim pretende ratificar Protocolo da ONU contra tráfico de pessoas

Da EFE

Pequim, 25 out (EFE).- O Governo chinês pretende ratificar o Protocolo da Organização das Nações Unidas que proíbe o tráfico de pessoas, disseram fontes do Ministério da Segurança Pública.



O diretor de departamento no Ministério, Chen Shiqu, disse ao jornal "China Daily" que o gigante asiático considera a ratificação uma prioridade.



O protocolo para Prevenir, Suprimir e Punir o Tráfico de Pessoas, especialmente de Mulheres e Crianças, complementa a Convenção da ONU contra o Crime Transnacional Organizado, que Pequim ratificou em 2000.



Em janeiro de 2008, entrou em vigor um plano nacional até 2012 para lutar contra o tráfico de pessoas.



"A ratificação do Protocolo facilitará a aplicação do plano nacional", disse Chen depois da reunião de altos funcionários chineses com representantes da ONU em Pequim para discutir a adesão do gigante asiático ao Protocolo.



Segundo Chen, a ratificação ajudará na cooperação e comunicação da China com a comunidade internacional para combater este crime.



Cerca de 700 mil pessoas são vítimas por ano do tráfico humano no mundo, a maioria mulheres e crianças, e a China reconhece entre 2.000 e 3.000 casos anualmente

ONU busca socorro para cristãos no Iraque

ONU busca socorro para cristãos no Iraque

Publicado em 24.10.2008, às 21h47

A agência para refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) informou hoje que está se agilizando para socorrer os milhares de cristãos iraquianos que fugiram da cidade de Mossul, no norte do Iraque. Cerca de 13 mil cristãos foram expulsos de Mossul por ameaças e ataques de extremistas islâmicos neste mês, disse Ron Redmond, porta-voz do alto comissariado da ONU para os Refugiados.

Os 13 mil cristãos representam mais da metade da comunidade cristã na cidade, que existe em Mossul quase desde o começo da religião cristã. "Muitos fugiram com pouco dinheiro e precisam de ajuda", disse Redmond em Genebra, onde fica o quartel-general do Alto Comissariado.

Ele contou a história de uma mulher cristã, uma enfermeira, que disse ao Alto Comissariado que as ameaças começaram há alguns meses, com chamadas por telefone, cartas e mensagens deixadas sob o batente das portas das casas. Outra mulher disse que fugiu quando ouviu dizer que um cristão havia sido assassinado. "Nós nunca queríamos deixar o Iraque, mesmo com o ambiente tenso", disse a mulher, que fugiu para a Síria, ao Alto Comissariado.

A agência entregou suprimentos a mais de 1,7 mil famílias cristãs que agora estão dispersas no norte do Iraque, disse Redmond. Muitos vivem em igrejas, mosteiros e casas de parentes em vilarejos cristãos próximos a Mossul.

Acredita-se que islâmicos sunitas extremistas estejam por trás dos ataques e das ameaças, que ocorreram após forças americanas e iraquianas terem lançado uma operação em Mossul, há alguns meses, para esmagar a Al-Qaeda na região. Mas nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques.

Fonte: AE